Vamos começar a noite do dia 25 com um cenário lindo... Uma família reunida na sala assistindo a novela das oito em perfeita harmonia. Espere, uma farsa não dura muito tempo.
Inicia-se uma discurssão,onde o comportamento do filho mais novo é discutido.várias questões são levantadas pelo filho mais velho que tenta mostrar que a formação de um caráter digno é necessária e que precisa ser iniciada na Infância.Mais uma vez, o egocêntrico e prepotente pai tenta mostrar que é o único certo.E a farsa vai se desmoronando.Agressões começam a ser trocadas entre o filho mais velho e o pai.Uma onda de gritaria se inicia.Onde o filho mais velho fala tão alto quanto o pai pela primeira vez.Ele decide se afugentar em seu recanto de paz e vai pro quarto.Enquanto isso o pai começa a descontar sua raiva no filho mais novo.Batendo nele cada vez com mais força.Uma mãe apática e enferma apenas chia palavras desconexas.O irmão mais novo começa a chorar e o irmão mais velho,que se encontrava deitado em seu quarto se vê tomado por um ódio único e corre para a sala.Onde grita para que o pai pare de bater em seu irmão.O pai parte para cima do filho mais velho e começa a lhe chamar de vagabundo e lhe empurra.Mas o filho mais velho continua persistindo.O pai lhe ameaça esmurrar,mas o filho pela primeira vez percebe que não tem tanto medo desse pai opressor
e se mantém firme enquanto o pai o empurra. O pai então ordena que o filho mais novo deite-se e que vá dormir. A mãe chora na cozinha. O filho mais velho vai ao quarto do filho mais novo e o encontra envolvido por cobertas e tremendo de medo. O filho mais velho toma o irmão nos braços e o leva para seu quarto. Os dois se deitam e começam a chorar juntos. Irmão mais velho promete ao irmão que jamais deixará ele sozinho, lhe diz que ele é tudo em sua vida e que é ainda o único motivo pelo qual continua vivendo.
O nosso cenário acaba num quarto. Onde dois irmãos cuidam-se. Um seca a lágrima do outro e se abraçam como se não existisse mais ninguém e como se nada nunca pudesse separar os dois.Fazem planos para o futuro...Mas a questão é:Ainda há futuro?
Pequeno monstro
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Noite de natal
Nesse momento muitas pessoas se preparam para um momento de alegria único,comemoram,fingem ser felizes, pelo menos por essa noite...
Pra mim, esse dia é tão igual aos outros da minha vida: amargos, secos e dolorosos. Por muito tempo eu tentei agradar a todos e sinceramente eu não necessito mais disso. Não sei se porque estou tão desacreditado das pessoas ou se porque meus problemas são tantos que não tenho Ânimo pra fazer mais nada.
Quando criei esse blog,esperava encontrar nele um local de desabafo.sempre estive sozinho nesse mundo,por mais que as pessoas me dissesem que estavam ali comigo.eu nunca acreditei nesse sentimento verdadeiro que as pessoas tanto pregam.
Nessa noite de significado tão importante pros outros eu simplesmente tenho vontade de ficar só. Ou com algumas pessoas que nesse momento estão fingindo ser felizes junto a suas famílias. Daqui a pouco, terei que abraçar meus pais e forçar sorrisos que serão tão vazios quantos os longos momentos de reflexão que eu tenho sobre a minha vida e que sempre terminam comigo sabendo que o meu destino é triste e solitário.
Tenho vontade de vagar por essa noite até que ela acabe e que eu possa voltar pra minha vida. Essa sociedade que tanto odeio, mas que também me conforta quando me mostra que eu não sou nada, que no fim eu estou esquecido, sozinho.
Passei a tarde rodando por ai na companhia do meu pai e tive uns daqueles momentos que me fazem lembrar que no fundo eu ainda o amo. Esses momentos são tão raros que se tornam esquecidos com o tempo. Eu percebo que a nossa separação é inevitável. Assim como o meu afastamento de todos os que amo.eles já são tão poucos.não me pergunte o porque disso e nem me venha dizer que isso tudo é loucura.eu concordaria, em principio, com Você, mas só sinto isso e não sei explicar.Decidi correr pra você,meu blog,queria desabafar. O que?Eu nem sei bem dizer. Mas eu precisava escrever, pois não tava conseguindo dormir, mesmo forçando um sono que não vem e que teima em não deixar eu me esquivar de qualquer comemoração que possa aparecer. Eu só quero dormir e tentar não acordar, como eu faço todos os dias.
Quem perder o tempo lendo essas minhas besteiras vai pensar que eu no mínimo deveria sair mais, ser mais sociável. Que eu sou depressivo, que eu sou pra baixo... Eu concordo com Você. Eu poderia falsear momentos, ações. Rindo de tudo, fingindo uma diversão que possivelmente eu jamais sentiria. Ou poderia ser arrogante, egocêntrico, bruto e simplesmente afastar as pessoas que inegavelmente vão se afastar de mim de uma forma mais rápida.Eu apenas decidi esperar o fim de tudo...das coisas, de mim.estou ouvindo “abismo” do Vercilo e da Ana Carolina.essa música fala de amor e me emociona.tai,eu,que sou tão machucado com tudo,tão sem esperança,ainda me emociono.um trecho me marcou muito...”me vejo andar no ar,lá no abismo lindo do seu olhar”eu começo a pensar se durante a espera do nada que vem por ai eu encontrarei alguém por quem valha a pena me jogar no precipício.
Então é chegado o momento, os fogos começam a estourar, mas algo me alivia. A minha mãe dorme ao lado de meu pai na cama, enquanto eu estou aqui escrevendo. Solitário como muitos dos natais que ainda passarei sozinho...
Tinha acabado de escrever esse texto, mas um dos idiotas dos vizinhos ligou o rádio, são por volta das zero hora e meia. Ele colocou “how you remind me” do nickelback.eu estou assistindo “100 escovadas antes de ir pra cama” e parei pra ouvir a música...porra!, Como eu queria que essa noite acabasse... Não sei porque,mas estou com tanto frio e com tanto medo que me apavoro com medo da sala escura onde me encontro. Agora... Novamente as facas na gaveta me ameaçam... Eu vou ser forte. Eu enfrentei a maior dor que eu já senti em toda minha vida e to conseguindo superar. Acredito que depois de toda essa capacidade de recuperação que eu desenvolvi eu enfrento qualquer coisa.
Mas ai, deus prova que me ama, ou que, pelo menos, ainda não desistiu de mim... Meus dois anjos me ligam e me fazem recuperar uma alegria tão rara. Amizade é ainda a única coisa em que confio. Obrigado, Débora e Carolzinha, vocês me salvaram, por hoje...
Pequeno monstro
Pra mim, esse dia é tão igual aos outros da minha vida: amargos, secos e dolorosos. Por muito tempo eu tentei agradar a todos e sinceramente eu não necessito mais disso. Não sei se porque estou tão desacreditado das pessoas ou se porque meus problemas são tantos que não tenho Ânimo pra fazer mais nada.
Quando criei esse blog,esperava encontrar nele um local de desabafo.sempre estive sozinho nesse mundo,por mais que as pessoas me dissesem que estavam ali comigo.eu nunca acreditei nesse sentimento verdadeiro que as pessoas tanto pregam.
Nessa noite de significado tão importante pros outros eu simplesmente tenho vontade de ficar só. Ou com algumas pessoas que nesse momento estão fingindo ser felizes junto a suas famílias. Daqui a pouco, terei que abraçar meus pais e forçar sorrisos que serão tão vazios quantos os longos momentos de reflexão que eu tenho sobre a minha vida e que sempre terminam comigo sabendo que o meu destino é triste e solitário.
Tenho vontade de vagar por essa noite até que ela acabe e que eu possa voltar pra minha vida. Essa sociedade que tanto odeio, mas que também me conforta quando me mostra que eu não sou nada, que no fim eu estou esquecido, sozinho.
Passei a tarde rodando por ai na companhia do meu pai e tive uns daqueles momentos que me fazem lembrar que no fundo eu ainda o amo. Esses momentos são tão raros que se tornam esquecidos com o tempo. Eu percebo que a nossa separação é inevitável. Assim como o meu afastamento de todos os que amo.eles já são tão poucos.não me pergunte o porque disso e nem me venha dizer que isso tudo é loucura.eu concordaria, em principio, com Você, mas só sinto isso e não sei explicar.Decidi correr pra você,meu blog,queria desabafar. O que?Eu nem sei bem dizer. Mas eu precisava escrever, pois não tava conseguindo dormir, mesmo forçando um sono que não vem e que teima em não deixar eu me esquivar de qualquer comemoração que possa aparecer. Eu só quero dormir e tentar não acordar, como eu faço todos os dias.
Quem perder o tempo lendo essas minhas besteiras vai pensar que eu no mínimo deveria sair mais, ser mais sociável. Que eu sou depressivo, que eu sou pra baixo... Eu concordo com Você. Eu poderia falsear momentos, ações. Rindo de tudo, fingindo uma diversão que possivelmente eu jamais sentiria. Ou poderia ser arrogante, egocêntrico, bruto e simplesmente afastar as pessoas que inegavelmente vão se afastar de mim de uma forma mais rápida.Eu apenas decidi esperar o fim de tudo...das coisas, de mim.estou ouvindo “abismo” do Vercilo e da Ana Carolina.essa música fala de amor e me emociona.tai,eu,que sou tão machucado com tudo,tão sem esperança,ainda me emociono.um trecho me marcou muito...”me vejo andar no ar,lá no abismo lindo do seu olhar”eu começo a pensar se durante a espera do nada que vem por ai eu encontrarei alguém por quem valha a pena me jogar no precipício.
Então é chegado o momento, os fogos começam a estourar, mas algo me alivia. A minha mãe dorme ao lado de meu pai na cama, enquanto eu estou aqui escrevendo. Solitário como muitos dos natais que ainda passarei sozinho...
Tinha acabado de escrever esse texto, mas um dos idiotas dos vizinhos ligou o rádio, são por volta das zero hora e meia. Ele colocou “how you remind me” do nickelback.eu estou assistindo “100 escovadas antes de ir pra cama” e parei pra ouvir a música...porra!, Como eu queria que essa noite acabasse... Não sei porque,mas estou com tanto frio e com tanto medo que me apavoro com medo da sala escura onde me encontro. Agora... Novamente as facas na gaveta me ameaçam... Eu vou ser forte. Eu enfrentei a maior dor que eu já senti em toda minha vida e to conseguindo superar. Acredito que depois de toda essa capacidade de recuperação que eu desenvolvi eu enfrento qualquer coisa.
Mas ai, deus prova que me ama, ou que, pelo menos, ainda não desistiu de mim... Meus dois anjos me ligam e me fazem recuperar uma alegria tão rara. Amizade é ainda a única coisa em que confio. Obrigado, Débora e Carolzinha, vocês me salvaram, por hoje...
Pequeno monstro
domingo, 21 de dezembro de 2008
vocÊ
Ando na rua por entre os carros como um louco. Estou atrasado para ir ao seu encontro. Foi um convite casual, mas que nós sabíamos que terminaria em sexo. Preocupo-me com os detalhes, eles sempre fazem a diferença. Passei horas no banho, deixando que cada gota de água percorresse a extensão do meu corpo imaginando que logo mais a noite seria a tua língua que faria isso. Coloquei a roupa mais bonita que eu tinha e escovei os dentes com tamanha fúria que quase rasgo a minha gengiva. Queria ficar limpo, para que Você sentisse o meu cheiro. Não o cheiro desses perfumes que se compra por ai. Pensei, então, que você provavelmente estava fazendo o mesmo. Lembrei da conversa que gerou esse convite. Eu assustado como nunca, por te encontrar ali, no meio da multidão. Tomei coragem não sei de onde e fui atrás de você. Depois de conversas desconexas e sorrisos reveladores. Percebi no teu olho que você me desejava e disse que te queria. Você anotou o seu endereço e sumiu dizendo que tinha que ir. Retorno agora à rua. Iluminada apenas pelos vários faróis dos carros que passam. Não vejo, nem escuto nada. A única coisa que eu quero estou pra conseguir. Chego na tua casa.Você me recebe com um beijo que me tira o fôlego,sinto o teu cheiro doce.Passeio a língua por teu pescoço e o marco para que todos saibam que você tem dono,enquanto você comprime com força o meu sexo.Em poucos minutos,já não há mais roupas e nos entregamos ao tão esperado amor.Caímos extasiados e nos beijamos vorazmente.Enquanto os nossos líquidos secam sobre os nossos sexos.te aperto no meu braço como se pudesse dessa forma evitar que você fugisse.Então,percebendo o significado do meu abraço, você me olha nos olhos e diz:te encontrei.Amanhece o dia e ainda estamos deitados no chão que era duro e frio,mas que ,com o suor dos nossos corpos, se tornou confortante e quente.Escuto o barulho da cidade amanhecendo,mas não importa o nada lá fora.Eu tenho o meu tudo nos meus braços.
Pequeno monstro
Pequeno monstro
REALIDADE
Esses dias eu tenho pensado muito sobre o meu futuro...
Não sei se isso é medo da vida ou da morte, só sei que eu ando muito pra baixo. Meus amigos diriam: grande novidade! Eles me acham dramático, exagerado. Pode até ser que eu seja sim um pouco disso tudo, todavia eu tenho muitos motivos para agir dessa forma.
Eu ando procurando forças, algo que valha a pena lutar, mas ta difícil encontrar. As pessoas estão vazias, sofridas assim como eu. Procuro alguém que me complete, mas o que acho são pessoas afim de um sexo descompromissado e papo final. Eu me pergunto se ninguém quer amar. Bem, acho que não. Voltando ao futuro, percebo que não tenho outro fim, além daquele dos personagens do Caio Fernando Abreu. Velho, chato, rodeado por bebidas e sozinho. Achava que teria o amor da minha mãe pelo menos, mas aos poucos percebo que até isso me escapa pelas mãos. O que me assusta não é o futuro. Como eu já disse antes, ele já ta bem traçado. Mas sim o presente. Percebo que tenho poucos amigos de verdade. Alguns deles já me magoaram e me decepcionaram muito, entretanto eu também o fiz. Então, acho que estamos quites. Nesse momento, eu to com medo. Estou num lugar onde não confio nas pessoas, onde as relações são ainda mais falsas do que de costume e onde eu não posso ser, mais uma vez, quem eu realmente sou. Os meus “novos amigos” me desconhecem tanto, que acho que a única coisa que realmente sabem de mim é o meu nome. Os velhos amigos são, ainda, a minha única esperança. Eu sempre acreditei que a amizade é tudo para uma pessoa e busco sempre ser verdadeiro. È claro que isso é da idiossincrasia de cada pessoa, mas acho que todos deveriam ser mais verdadeiros. Em relação a tudo na vida. Foi por acreditar nisso, que eu afastei algumas pessoas que me amavam. Acho que os segredos são necessários pra se preservar. A pena disso tudo é que descobri isso na prática. As máscaras são ainda a melhor defesa. Eu vejo pessoas se escondendo por trás de murros todos os dias. No inicio, eu criticava tal atitude. Hoje me decepciono comigo mesmo por não ter tamanha coragem. È, isso mesmo, isso passou a ser um ponto forte pra mim. Eu vejo pessoas rodando na roda e queria realmente ter a coragem suficiente da tal dama da noite, uma vez citada pelo Caio Abreu. Eu acho tudo isso tão hipócrita, mas eu to começando a entender que isso é necessário para a Sobrevivência. Enfim, o meu futuro já ta decidido. Sozinho, sem expectativas, aguardando a morte. O meu problema é o chegar lá e todas as dores que eu, provavelmente, terei que enfrentar sozinho.
Pequeno monstro
Não sei se isso é medo da vida ou da morte, só sei que eu ando muito pra baixo. Meus amigos diriam: grande novidade! Eles me acham dramático, exagerado. Pode até ser que eu seja sim um pouco disso tudo, todavia eu tenho muitos motivos para agir dessa forma.
Eu ando procurando forças, algo que valha a pena lutar, mas ta difícil encontrar. As pessoas estão vazias, sofridas assim como eu. Procuro alguém que me complete, mas o que acho são pessoas afim de um sexo descompromissado e papo final. Eu me pergunto se ninguém quer amar. Bem, acho que não. Voltando ao futuro, percebo que não tenho outro fim, além daquele dos personagens do Caio Fernando Abreu. Velho, chato, rodeado por bebidas e sozinho. Achava que teria o amor da minha mãe pelo menos, mas aos poucos percebo que até isso me escapa pelas mãos. O que me assusta não é o futuro. Como eu já disse antes, ele já ta bem traçado. Mas sim o presente. Percebo que tenho poucos amigos de verdade. Alguns deles já me magoaram e me decepcionaram muito, entretanto eu também o fiz. Então, acho que estamos quites. Nesse momento, eu to com medo. Estou num lugar onde não confio nas pessoas, onde as relações são ainda mais falsas do que de costume e onde eu não posso ser, mais uma vez, quem eu realmente sou. Os meus “novos amigos” me desconhecem tanto, que acho que a única coisa que realmente sabem de mim é o meu nome. Os velhos amigos são, ainda, a minha única esperança. Eu sempre acreditei que a amizade é tudo para uma pessoa e busco sempre ser verdadeiro. È claro que isso é da idiossincrasia de cada pessoa, mas acho que todos deveriam ser mais verdadeiros. Em relação a tudo na vida. Foi por acreditar nisso, que eu afastei algumas pessoas que me amavam. Acho que os segredos são necessários pra se preservar. A pena disso tudo é que descobri isso na prática. As máscaras são ainda a melhor defesa. Eu vejo pessoas se escondendo por trás de murros todos os dias. No inicio, eu criticava tal atitude. Hoje me decepciono comigo mesmo por não ter tamanha coragem. È, isso mesmo, isso passou a ser um ponto forte pra mim. Eu vejo pessoas rodando na roda e queria realmente ter a coragem suficiente da tal dama da noite, uma vez citada pelo Caio Abreu. Eu acho tudo isso tão hipócrita, mas eu to começando a entender que isso é necessário para a Sobrevivência. Enfim, o meu futuro já ta decidido. Sozinho, sem expectativas, aguardando a morte. O meu problema é o chegar lá e todas as dores que eu, provavelmente, terei que enfrentar sozinho.
Pequeno monstro
DESCOBERTA
Que o seu cheiro saísse do meu nariz, que tua boca tivesse me feito sangrar...
Começou com um nada que foi crescendo e virando tudo. Então, num mundo novo eu estava. Apavorado, solitário, perdido, mas disposto a entrar na roda, uma vez citada pelo Caio Fernando Abreu, num texto que posteriormente me seria apresentado por uma amiga, mas não é esse o momento de falar dela, isso é mais a frente. Estava decidido a entrar na roda, a estudar para conseguir a minha tão sonhada liberdade. Cheguei e, no primeiro momento, deparei-me com pessoas que giravam há muito tempo naquela roda hipócrita. Mas, como era de se esperar, algumas almas perdidas,nossa, isso é tão conversa da minha mãe, ”almas perdidas, mundo sujo”, também estavam lá. Fiz amigos e consegui, aos poucos, vencer a minhas dificuldades. Timidez que me é tão necessária para fugir das alienações da roda. Mas, que é também meu mal. Segui em frente, pois tinha decidido a encenar mais uma vez, como sempre fiz em minha vida. Até que você apareceu. Num dia tão sem cores como os demais da minha vida. E, junto a Você, a possibilidade de entender muita coisa que latejava dentro de mim e que não tinham sentido até aquele momento. Então, mais um de meus amores Platônicos iniciava-se ali. O grupo dos sobreviventes ficava mais e mais unidos e eu comecei a acreditar que fizera novos amigos. Maldito trabalho em grupo que me fez descobrir coisas a seu respeito, mas que me fizeram entender muito mais dos meus monstros, e, é aqui que entra ela, a amiga acima citada. Primeira pessoa a quem eu pude confessar meus monstros mais assustadores para a maioria das pessoas da roda. E foi ai que eu criei coragem de permitir-me a chance de tentar te conquistar. Uma mensagem de celular. Repugnante, covarde, mas, ainda assim, a única forma de te dizer o que a muito me sufocava. e passamos a nos usar.Você,talvez por ver em mim alguém com afinidades ou monstros tão aterrorizantes quanto os seus.Eu por acreditar que encontrara alguém que seguraria a minha mão e me conduziria até o entendimento de mim mesmo.O que acontece é que você me usou de uma forma diferente da que eu te usei.e as esperanças surgiam e me inebriavam com as possibilidades. Desencontramos-nos no caminho da busca. E dessa forma, começamos a nos machucar e o que poderia vir a ser já não era mais nada. Restou à raiva da tua parte, restou à decepção da minha. Lembro-me das mensagens trocadas a madrugada que me tiravam o sono. Hoje a estranheza e o desprezo povoam a nossa conversa. Conversa essa de palavras não ditas, de olhares não trocados. Ainda amo-te, ainda busco-te nas muitas almas perdidas a quem tento me entregar. Afasto-me de ti hoje para retardar a minha autodestruição não tão tardia. Na esperança de que um dia a raiva passe e que eu possa ainda olhar nos teus olhos e te dizer muito que ainda me enlouquece. Não te desejo mais, mas sinto que de alguma forma, pelo menos agora, você é ainda a única pessoa que me completa.
Pequeno monstro
Começou com um nada que foi crescendo e virando tudo. Então, num mundo novo eu estava. Apavorado, solitário, perdido, mas disposto a entrar na roda, uma vez citada pelo Caio Fernando Abreu, num texto que posteriormente me seria apresentado por uma amiga, mas não é esse o momento de falar dela, isso é mais a frente. Estava decidido a entrar na roda, a estudar para conseguir a minha tão sonhada liberdade. Cheguei e, no primeiro momento, deparei-me com pessoas que giravam há muito tempo naquela roda hipócrita. Mas, como era de se esperar, algumas almas perdidas,nossa, isso é tão conversa da minha mãe, ”almas perdidas, mundo sujo”, também estavam lá. Fiz amigos e consegui, aos poucos, vencer a minhas dificuldades. Timidez que me é tão necessária para fugir das alienações da roda. Mas, que é também meu mal. Segui em frente, pois tinha decidido a encenar mais uma vez, como sempre fiz em minha vida. Até que você apareceu. Num dia tão sem cores como os demais da minha vida. E, junto a Você, a possibilidade de entender muita coisa que latejava dentro de mim e que não tinham sentido até aquele momento. Então, mais um de meus amores Platônicos iniciava-se ali. O grupo dos sobreviventes ficava mais e mais unidos e eu comecei a acreditar que fizera novos amigos. Maldito trabalho em grupo que me fez descobrir coisas a seu respeito, mas que me fizeram entender muito mais dos meus monstros, e, é aqui que entra ela, a amiga acima citada. Primeira pessoa a quem eu pude confessar meus monstros mais assustadores para a maioria das pessoas da roda. E foi ai que eu criei coragem de permitir-me a chance de tentar te conquistar. Uma mensagem de celular. Repugnante, covarde, mas, ainda assim, a única forma de te dizer o que a muito me sufocava. e passamos a nos usar.Você,talvez por ver em mim alguém com afinidades ou monstros tão aterrorizantes quanto os seus.Eu por acreditar que encontrara alguém que seguraria a minha mão e me conduziria até o entendimento de mim mesmo.O que acontece é que você me usou de uma forma diferente da que eu te usei.e as esperanças surgiam e me inebriavam com as possibilidades. Desencontramos-nos no caminho da busca. E dessa forma, começamos a nos machucar e o que poderia vir a ser já não era mais nada. Restou à raiva da tua parte, restou à decepção da minha. Lembro-me das mensagens trocadas a madrugada que me tiravam o sono. Hoje a estranheza e o desprezo povoam a nossa conversa. Conversa essa de palavras não ditas, de olhares não trocados. Ainda amo-te, ainda busco-te nas muitas almas perdidas a quem tento me entregar. Afasto-me de ti hoje para retardar a minha autodestruição não tão tardia. Na esperança de que um dia a raiva passe e que eu possa ainda olhar nos teus olhos e te dizer muito que ainda me enlouquece. Não te desejo mais, mas sinto que de alguma forma, pelo menos agora, você é ainda a única pessoa que me completa.
Pequeno monstro
avesso
Queria tanto saber dizer era uma vez. Ainda não consigo. Mas preciso começar de alguma forma...
Acordo, desço de minha cama e coloco os pés no chão.É, eu ainda estou vivo.Posso sentir o chão frio,úmido.Frio como a noite não dormida,úmido como minhas lágrimas secas.Amy winehouse já dissera quem elas secam sozinhas e eu sinto que elas já secaram.
Como o meu coração. Sem esperança, sem vida. Eu me pergunto onde estão os dragões que o Caio Fernando Abreu disse que não conheciam o paraíso. Eu realmente preciso sentir-me invadido da alegria e do amor que a presença deles traz pra gente. Pra algumas pessoas é tão confortante deixar-se serem inebriadas. Eu ,diferente delas. fujo aos padrões. Não por escolha, nem por querer. Não que eu culpe ou odeie o que em mim é diferente. Eu sou único, individual. As paredes começam a desabar a minha volta e eu me pergunto se tenho que temer o mundo. Mas acho que todos devem ter tal medo. A se as pessoas simplesmente fossem menos fingidas. O mundo seria bem melhor. Certa vez, numa aula de um professor que é exemplo pra mim, eu fui questionado sobre quem eram as minhas referências. Meu deus, eu nunca me senti tão assustado ao perceber que elas faltavam ou simplesmente não existiam. Eu não tenho muito animo para almejar uma coisa e tentar lutar por ela. Eu já acho que nada vale a pena. Eu vejo as pessoas ao meu redor. Algumas delas se conformam e vivem o que lhes é dito pra viver. Outras delas têm sonhos. Eu as invejo, pois não desistiram de lutar. Eu já não consigo sair do meu quarto em busca de sonhos ou de conquistas.
Aguardo a morte, preparo a casa, a mesa, a vida. Para que quando ela chegue seja bem recebida.
Pequeno monstro
Acordo, desço de minha cama e coloco os pés no chão.É, eu ainda estou vivo.Posso sentir o chão frio,úmido.Frio como a noite não dormida,úmido como minhas lágrimas secas.Amy winehouse já dissera quem elas secam sozinhas e eu sinto que elas já secaram.
Como o meu coração. Sem esperança, sem vida. Eu me pergunto onde estão os dragões que o Caio Fernando Abreu disse que não conheciam o paraíso. Eu realmente preciso sentir-me invadido da alegria e do amor que a presença deles traz pra gente. Pra algumas pessoas é tão confortante deixar-se serem inebriadas. Eu ,diferente delas. fujo aos padrões. Não por escolha, nem por querer. Não que eu culpe ou odeie o que em mim é diferente. Eu sou único, individual. As paredes começam a desabar a minha volta e eu me pergunto se tenho que temer o mundo. Mas acho que todos devem ter tal medo. A se as pessoas simplesmente fossem menos fingidas. O mundo seria bem melhor. Certa vez, numa aula de um professor que é exemplo pra mim, eu fui questionado sobre quem eram as minhas referências. Meu deus, eu nunca me senti tão assustado ao perceber que elas faltavam ou simplesmente não existiam. Eu não tenho muito animo para almejar uma coisa e tentar lutar por ela. Eu já acho que nada vale a pena. Eu vejo as pessoas ao meu redor. Algumas delas se conformam e vivem o que lhes é dito pra viver. Outras delas têm sonhos. Eu as invejo, pois não desistiram de lutar. Eu já não consigo sair do meu quarto em busca de sonhos ou de conquistas.
Aguardo a morte, preparo a casa, a mesa, a vida. Para que quando ela chegue seja bem recebida.
Pequeno monstro
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