domingo, 21 de dezembro de 2008

avesso

Queria tanto saber dizer era uma vez. Ainda não consigo. Mas preciso começar de alguma forma...
Acordo, desço de minha cama e coloco os pés no chão.É, eu ainda estou vivo.Posso sentir o chão frio,úmido.Frio como a noite não dormida,úmido como minhas lágrimas secas.Amy winehouse já dissera quem elas secam sozinhas e eu sinto que elas já secaram.
Como o meu coração. Sem esperança, sem vida. Eu me pergunto onde estão os dragões que o Caio Fernando Abreu disse que não conheciam o paraíso. Eu realmente preciso sentir-me invadido da alegria e do amor que a presença deles traz pra gente. Pra algumas pessoas é tão confortante deixar-se serem inebriadas. Eu ,diferente delas. fujo aos padrões. Não por escolha, nem por querer. Não que eu culpe ou odeie o que em mim é diferente. Eu sou único, individual. As paredes começam a desabar a minha volta e eu me pergunto se tenho que temer o mundo. Mas acho que todos devem ter tal medo. A se as pessoas simplesmente fossem menos fingidas. O mundo seria bem melhor. Certa vez, numa aula de um professor que é exemplo pra mim, eu fui questionado sobre quem eram as minhas referências. Meu deus, eu nunca me senti tão assustado ao perceber que elas faltavam ou simplesmente não existiam. Eu não tenho muito animo para almejar uma coisa e tentar lutar por ela. Eu já acho que nada vale a pena. Eu vejo as pessoas ao meu redor. Algumas delas se conformam e vivem o que lhes é dito pra viver. Outras delas têm sonhos. Eu as invejo, pois não desistiram de lutar. Eu já não consigo sair do meu quarto em busca de sonhos ou de conquistas.
Aguardo a morte, preparo a casa, a mesa, a vida. Para que quando ela chegue seja bem recebida.

Pequeno monstro

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