domingo, 21 de dezembro de 2008

REALIDADE

Esses dias eu tenho pensado muito sobre o meu futuro...
Não sei se isso é medo da vida ou da morte, só sei que eu ando muito pra baixo. Meus amigos diriam: grande novidade! Eles me acham dramático, exagerado. Pode até ser que eu seja sim um pouco disso tudo, todavia eu tenho muitos motivos para agir dessa forma.
Eu ando procurando forças, algo que valha a pena lutar, mas ta difícil encontrar. As pessoas estão vazias, sofridas assim como eu. Procuro alguém que me complete, mas o que acho são pessoas afim de um sexo descompromissado e papo final. Eu me pergunto se ninguém quer amar. Bem, acho que não. Voltando ao futuro, percebo que não tenho outro fim, além daquele dos personagens do Caio Fernando Abreu. Velho, chato, rodeado por bebidas e sozinho. Achava que teria o amor da minha mãe pelo menos, mas aos poucos percebo que até isso me escapa pelas mãos. O que me assusta não é o futuro. Como eu já disse antes, ele já ta bem traçado. Mas sim o presente. Percebo que tenho poucos amigos de verdade. Alguns deles já me magoaram e me decepcionaram muito, entretanto eu também o fiz. Então, acho que estamos quites. Nesse momento, eu to com medo. Estou num lugar onde não confio nas pessoas, onde as relações são ainda mais falsas do que de costume e onde eu não posso ser, mais uma vez, quem eu realmente sou. Os meus “novos amigos” me desconhecem tanto, que acho que a única coisa que realmente sabem de mim é o meu nome. Os velhos amigos são, ainda, a minha única esperança. Eu sempre acreditei que a amizade é tudo para uma pessoa e busco sempre ser verdadeiro. È claro que isso é da idiossincrasia de cada pessoa, mas acho que todos deveriam ser mais verdadeiros. Em relação a tudo na vida. Foi por acreditar nisso, que eu afastei algumas pessoas que me amavam. Acho que os segredos são necessários pra se preservar. A pena disso tudo é que descobri isso na prática. As máscaras são ainda a melhor defesa. Eu vejo pessoas se escondendo por trás de murros todos os dias. No inicio, eu criticava tal atitude. Hoje me decepciono comigo mesmo por não ter tamanha coragem. È, isso mesmo, isso passou a ser um ponto forte pra mim. Eu vejo pessoas rodando na roda e queria realmente ter a coragem suficiente da tal dama da noite, uma vez citada pelo Caio Abreu. Eu acho tudo isso tão hipócrita, mas eu to começando a entender que isso é necessário para a Sobrevivência. Enfim, o meu futuro já ta decidido. Sozinho, sem expectativas, aguardando a morte. O meu problema é o chegar lá e todas as dores que eu, provavelmente, terei que enfrentar sozinho.


Pequeno monstro

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